Ethereum – A nova criptomoeda a sombra do Bitcoin

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Ethereum; A nova criptomoeda à sombra do Bitcoin

Ethereum. Hoje estamos aqui para te falar sobre o Ether, a nova criptomoeda que está crescendo em um bom ritmo e posicionando-se entre as divisas virtuais mais bem valorizadas do momento, competindo diretamente com o tão reconhecido Bitcoin.

Mas vamos conhecer mais porque até onde sabemos o Ether não é uma criptomoeda como tal, mas sim forma parte de uma plataforma denominada Ethereum.

Então agora sim, vamos ver mais sobre isso.

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O que é Ethereum?

Ethereum é uma plataforma descentralizada que nos permite a nós usuários a criação de acordos de contratos inteligentes entre pares.

Através desta plataforma qualquer um pode criar e publicar aplicativos distribuídos que realizam contratos inteligentes.

O ether, além de ser uma moeda virtual é muito mais pois Ethereum utiliza a tecnologia do blackchain, que serve para realizar transações financeiras.

Trata-se de uma plataforma distribuída de computação. Ethereum permite a criação de contratos inteligentes, que veremos a seguir. Mas antes, vamos falar sobre as criptomoedas.

O que é uma criptomoeda?

Ethereum dispõe de sua própria criptomoeda, o ether então a seguir vamos ver o que é.

Uma criptomoeda ou criptodivisa é um meio digital de intercâmbio. A principal diferença com relação ao dinheiro fiduciário é a maneira em que nenhum particular ou grupo pode acelerar o processo de produção do dinheiro e usá-lo de maneira ilegal ou abusiva.

Os étheres se geram em uma certa quantidade de unidades de forma coletiva e a uma velocidade que também está limitada por um valor previamente definido e conhecido por todos.

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Uma das principais vantagens é que os sistemas de criptodivisas nos oferecem equilíbrio nas contas e garantias por meio de uma estrutura de agentes que se verificam mutuamente e se encarregam de proteger a rede de maneira ativa com uma alta taxa de processamento de algoritmos em troca de uma recompensa que se reparte de forma aleatória.

Embora matematicamente seja possível romper essa segurança das criptomoedas o custo para conseguir isso será incalculável pelo que hoje em dia a segurança está mais do que garantida.

Para que um atacante consiga quebrar a segurança necessitaria dispor de uma potência computacional maior do que toda a estrutura de todos os mineiros do sistema.

Além disso, as probabilidades de êxito seriam apenas de 50%, então no momento se poderia dizer que os sistemas de prova de trabalho das criptodivisas não correm perigo.

Como referência de criptodivisa temos o Bitcoin, que começou a operar em 2009. Vale destacar que embora todas as classes virtuais sejam similares também há com diferentes especificações, então convém que você conheça os detalhes de cada uma.

Ethereum e os contratos inteligentes

Para ir entrando no assunto, um contrato inteligente é um programa de informática que: facilita, assegura e faz com que se cumpram e executem acordos cadastrados entre pessoas e organizações.

Estes contratos como tal servem para ajudar na negociação e definição dos acordos em questão. Estes contratos partem da premissa “se-então”, o que significa que se dão-se umas condições determinadas se executa ao contrato.

Estes funcionam basicamente como qualquer programa de computador, com a diferença de que neste caso se realizam de tal forma que se interage com ativos reais.

No momento em que se dá uma condição que está pré-programada o contrato inteligente executa automaticamente a cláusula contratual que corresponda. Como objetivo os contratos inteligentes tentam proporcionar mais segurança com relação aos contratos tradicionais, e que além do mais se reduzem aos custos associados da contratação.

Qualquer contratação de produtos financeiros, e de seguros, se podem realizar através destes Smart contracts ou contratos inteligentes.

Por exemplo, depósitos em garantia, empréstimos sindicados, operações de trading e gestão de colaterais, entre outros.

Os contratos inteligentes têm diversas vantagens, desde logo são imutáveis e também são muito seguros já que não se executam em um servidor central, mas em uma rede distribuída, com o qual é bastante mais seguro. E para que servem estes contratos?

Portanto, imagine poder fazer tudo o que permite um sistema financeiro mas sem ter que se preocupar pelos intermediários. Você não terá que confiar em ninguém já que nos contratos ficará refletida uma quantidade de dinheiro do compromisso de pagamento e da prima e estes se executarão de maneira automática.

Os contratos inteligentes oferecem múltiplas possibilidades, então pode nos servir tanto para o mercado dos seguros quanto para as apostas. Teremos à nossa disposição todas as possibilidades de um sistema financeiro mas sem intermediários.

De acordo com que aplicações utilizarmos, podemos inclusive criar contas bancárias de economia.

Basicamente poderemos utilizar um contrato em qualquer situação na que se requer confiar em alguém para que realize uma tarefa concreta.

Com os contratos inteligentes não necessitaremos mais do que um código de computador auditável e transparência nas partes.

Os contratos inteligentes também se podem utilizar como sistemas de votação com repercussão econômica, por exemplo você pode lançar um contrato para que se liberem seus fundos se uma porcentagem determinada de votos positivos é alcançada.

Sem dúvida é uma grande ideia para, por exemplo, poder gerenciar adequadamente o dinheiro em associações.

Talvez se tivéssemos que comentar algum dos inconvenientes destes contratos diríamos que a própria imutabilidade dos mesmos também poderia ser um problema.

Embora o fato de que não sejam modificáveis é o que nos oferece certa confiança no sistema o fato de que uma vez enviado o contrato ao blockchain não se possa manipular mas sim anular também repercute de forma negativa na confiança.

Outro problema que encontramos quando tentamos vincular o contrato inteligente com os serviços externos que nos interessam. Embora atualmente tenhamos certas lagoas, o que nos causa precaução e uma sensação de que não podemos confiar 100% no código software.

Qual é o objetivo do Ethereum? Como funciona?

O objetivo do Ethereum é descentralizar a web através de uma introdução de quatro componentes que formarão sua folha de rota para a web 3.0.

Estes componentes incluem uma interface integrada e funcional para o usuário, a publicação de conteúdo estático, as mensagens dinâmicas e as transações confiáveis. Tenta-se com isto substituir aspectos da experiência web de hoje em dia, para fazê-lo mais descentralizado e anônimo.

Com relação ao funcionamento básico e Ethereum podemos dizer que o faz de maneira descentralizada e através da máquina virtual Ethereum Virtual Machine (EVM), que executa um código intermediário o bytecote.

Todos os programas que realizam contratos inteligentes estão escritos em linguagem de programação de alto nível e seguem uma metodologia de design por contrato para a criação dos contratos inteligentes.

Como detalhe com relação a sua criação, Ethereum começou a ser desenvolvido em dezembro de 2020 por um programador russo chamado Vitalik Buterin e foi publicada em fevereiro de 2020.

Por outro lado, deve-se dizer que Ethereum tem a sua própria divisa interna, o ether, uma criptomoeda descentralizada que serve para executar os contratos da plataforma.

Diferente das demais criptomoedas esta não somente serve para refletir transações de valor monetário mas que também forma parte de uma rede para alimentação dos contratos baseados em Ethereum.

Os contratos de código aberto de Ethereum podem se utilizar para executar uma ampla seleção de serviços de maneira segura, entre os que se destacam os intercâmbios financeiros, de votação, propriedade intelectual e outras negociações descentralizadas autônomas.

Quais são as ameaças para Ethereum?

Apesar que podemos destacar que Ethereum tem sido uma das grandes surpresas deste ano também deve-se reconhecer que existem ameaças que o podem fazer cair.

Desde logo, os contratos inteligentes, que hoje em dia é o recurso mais inovador que se oferece desde a plataforma é bastante fácil de replicar para quem entende de programação.

Qualquer um poderia, chegado o caso, tirar a relevância do Ethereum criando um clone.

Igualmente que em seu dia Bitcoin teve muitos competidores, e é que recordamos que podemos contabilizar mais de 750 criptodivisas, Ethereum também terá que enfrentar as demais divisas virtuais para fazer um buraco nos mercados.

Desde logo, sabemos que Ethereum oferece algo distinto, como já comentamos durante a análise, e que no fim das contas ser o primeiro costuma ser chave para se posicionar como um dos melhores sistemas.

Outro dos problemas, e das ameaças que pode ter Ethereum está relacionada com os nodos, os quais estão muito concentrados nos criadores. Como vantagem dos contratos inteligentes é que o sistema distribuído permite que as operações sejam seguras.

Contudo, pelos nodos estarem concentrados também se pode perder confiança pois a manipulação pode estar ao alcance tanto dos criadores quanto dos atacantes que podem se centrar em manipular alguns nodos.

Ethereum é um projeto bastante interessante, sobretudo pela possibilidade que oferece de expandir o blockchain até uma plataforma de computação distribuída que inclui múltiplas aplicações, a maioria principalmente financeiras.

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Novo na Ethereum? Você está no lugar correto. Vamos começar com a imagem geral.

Ethereum é a base para uma nova era da internet:

Uma internet onde o dinheiro e os pagamentos são embutidos.

Uma internet onde os usuários podem possuir seus dados, e seus aplicativos não os espionam nem roubam.

Uma Internet onde todos têm acesso a um sistema financeiro aberto.

Uma internet construída sobre infraestruturas de acesso aberto e neutro, não controladas por qualquer empresa ou pessoa.

Lançada em 2020, Ethereum é a principal blockchain programável do mundo.

Como outras blockchains, Ethereum tem uma criptomoeda nativa chamada Ether (ETH). ETH é dinheiro digital. Se você ouviu falar de Bitcoin

, o ETH tem muitas das mesmas características. É puramente digital e pode ser enviado instantaneamente a qualquer pessoa do mundo. O fornecimento de ETH não é controlado por nenhum governo ou empresa – é descentralizado, e é escasso. Pessoas ao redor de todo o mundo usam ETH para fazer pagamentos, como um meio de valor ou como garantia.

Mas, ao contrário de outras blockchains, a Ethereum pode fazer muito mais. A Ethereum é programável, o que significa que os desenvolvedores podem usá-la para construir novos tipos de aplicativos.

Estes aplicativos descentralizados (ou “dapps”) ganham os benefícios da tecnologia de criptomoeda e blockchain. Eles podem ser confiáveis, o que significa que, uma vez que são “enviados” para a Ethereum, eles serão sempre executados como programado. Podem controlar os ativos digitais para criar novos tipos de aplicações financeiras. Podem ser descentralizados, o que significa que nenhuma entidade ou pessoa os controla.

Agora, milhares de desenvolvedores em todo o mundo estão construindo aplicativos na Ethereum e inventando novos tipos de aplicativos, muitos dos quais você pode usar hoje:

Carteira de criptomoedas que permitem pagamentos baratos instantâneos com ETH ou outros ativos

Aplicações financeiras que permitem que você empreste, pegue emprestado ou invista seus ativos digitais

Mercados descentralizados que permitem que você troque ativos digitais, ou até mesmo negocie “previsões” sobre eventos no mundo real

Jogos onde você possui ativos no jogo, e pode até mesmo ganhar dinheiro real

E muito, muito mais.

A comunidade Ethereum é a maior e mais ativa comunidade de blockchain do mundo. Inclui desenvolvedores do protocolo central, investigadores criptomoeconómicos, cypherpunks, organizações de mineração, titulares de ETH, desenvolvedores de aplicativos, usuários comuns, anarquistas, empresas da Fortune 500 e, a partir de agora, você.

Não há nenhuma empresa ou organização centralizada que controle a Ethereum. Ethereum é mantida e melhorada ao longo do tempo por uma comunidade global diversificada de colaboradores que trabalham em tudo desde o protocolo central até aplicações de consumidores. Este site, tal como o resto da Ethereum, foi construído – e continua a ser construído – por uma colecção de pessoas que trabalham em conjunto.

Bem-vindo à Ethereum.

Não tem certeza de onde ir a seguir?

Quer começar a usar a Ethereum? ethereum.org/pt-br/use

Curioso em aprender mais sobre a Ethereum e a sua tecnologia? ethereum.org/pt-br/learn

Você é um desenvolvedor interessado em desenvolver na Ethereum? ethereum.org/pt-br/developers

Procurando mais recursos para iniciantes sobre a Ethereum?

Tudo sobre Ethereum: A Mãe das Aplicações Descentralizadas

Quarto guia, podem ler os outros três clicando nos respectivos nomes, Nano (Raiblocks), Ripple e Tron. Qualquer sugestão de moeda que tenham interesse, basta sugerir nos comentários. Esse guia é importante, pois abrange outras moedas que irei falar no futuro e moedas já faladas (TRON). Elas existem dentro da tecnologia Ethereum.

O guia estará dividido como sempre, em tópicos, para facilitar a leitura. A única mudança será na abordagem sobre a carteira, irei fazer um artigo só para ela (MyEtherWallet). Ela possui muitas funções e também serve para guardar todas as moedas baseadas em Ethereum. Essa abordagem será tomada para evitar repetições e não tornar a página muito extensa. Basicamente irei usar o mesmo tutorial para outras moedas que a utilizaram.

1.0 O que é Ethereum?

Ethereum é uma plataforma proposta no final de 2020 por Vitalik Buterin. Foi criada por meio de um financiamento online que ocorreu ente julho e agosto de 2020. O financiamento foi feito com Bitcoins, em troca de alguns Ethers, moeda do sistema.

Ethereum é, na minha opinião, uma das maiores invenções da humanidade desde a internet. Talvez até mais impactante e importante a longo prazo que a própria internet. Ela pega a tecnologia utilizada no Bitcoin e a traz para outros meios, não somente para o sistema monetário.

Basicamente a segurança e descentralização do Bitcoin são implementadas em quaisquer sistemas possíveis, por meio de contratos inteligentes. Ethereum é uma plataforma aberta (Open Source) focada na criação e distribuição de aplicações descentralizadas. Aplicações que não necessitam de intermediários, podendo interagir com sistemas sociais, financeiros, interface de jogos e qualquer outra coisa.

Não sei se só com essas palavras conseguem notar o potencial absurdo dessa “criptomoeda”. Trazendo a tecnologia do Bitcoin (Blockchain) para todas as outras coisas, mudamos completamente a forma que o mundo funciona e como nos relacionamos com instituições.

Assim como o Bitcoin torna as instituições financeiras obsoletas, o Ethereum pode tornar qualquer instituição social obsoleta. Isso é muito impactante e surreal, inimaginável alguns anos atrás. Todas as pessoas por trás dos processos de validação e confiança nas instituições, são eliminadas. Isso leva junto toda corrupção e burocracia.

O elo mais fraco na segurança da informação, é o ser humano. Todo trabalho humano é substituído por códigos de programação e maquinas realizando o trabalho em conjunto. Isso torna tudo mais seguro, eficiente, menos centralizado e menos corruptível.

Instituições como cartórios seriam desnecessárias, assim como muitas outras funções em alguns empregos. Empresas como Facebook e Youtube, que retiram muita parte do dinheiro que roda nas plataformas também sumiriam. A criptomoeda funciona da mesma forma que Tron pretende, já que Tron atualmente roda dentro da Ethereum. Como citado no post do Tron, Ethereum faz a mesma coisa, só que de forma mais abrangente. Ele engloba qualquer coisa e não só a internet e o entretenimento.

Mais à frente explicarei no tópico Como funciona, como Ethereum faz para substituir essas funções atualmente tomadas por instituições burocráticas. No tópico Projetos que rodam na Ethereum mostrarei algumas aplicações já existentes, para terem uma visão melhor das funcionalidades possíveis.

1.1 Criador

Vittalik Buterin É um jovem canadense, mas nascido na Rússia, possui dupla nacionalidade. Tem 24 anos de idade. É escritor, programador e cofundador da Ethereum.

Vitalik cursava ciência da computação na universidade de Waterloo. Abandou o curso após receber uma bolsa de 100 mil dólares (Thiel fellowship) pelo projeto Ethereum. Depois disso passou a trabalhar em tempo integral nele.

Vitalik também é cofundador da revista Bitcoin Magazine, criada em maio de 2020. A primeira revista impressa e séria sobre Bitcoin e uma das mais renomadas. Ele foi apresentado ao Bitcoin por seu pai, Dimitri Buterin, formado em ciência da computação.

Nem Vitalik imaginava o potencial da Ethereum. Quando a criou pensava em aplicações simples, mas foi vendo o potencial com o amadurecimento do projeto. Vitalik sempre foi interessado em computação. Na terceira série foi mudado para uma sala de alunos super dotados, onde desenvolveu o interesse pela matemática. O projeto Ethereum foi apresentado por Vitalik, após algumas viagens e encontros com entusiastas do código Bitcoin.

1.2 Moeda, Distribuição e mineração

Ether

ETH (Ether) é a moeda do sistema Ethereum. A função da moeda é servir como pagamento para as operações e aplicações que rodam dentro de sua rede. Isso garante que ninguém trabalhe de graça, nem que recursos sejam desperdiçados.

Atualmente existem 97,317,470.50 ETH em circulação. Esse número aumenta a cada segundo, já estará outro valor quando você ler isso. 60.102.216 de ETH foram dados aos financiadores do projeto em troca de Bitcoins. 12 Milhões (um quinto das moedas vendidas) são mantidas pela Ethereum. 25 Milhões já foram mineradas até agora. Abaixo deixo uma tabela sobre como está a distribuição da moeda e como estará em 5 anos.

Diferente do Bitcoin, Ethereum não tem um limite de mineração, mas a velocidade de mineração é decrescente e se torna cada vez mais difícil. Estimasse que próximo dos 100 milhões, a mineração fique bem travada e produza pouquíssimos Ethers. Esse travamento e lentidão é conhecido como “Ice age”.

Essa dificuldade também tem um intuito, incentivar os participantes da rede a migrarem para o sistema de PoS. Garantindo a eliminação da centralização e o desperdício que o PoW cria. No tópico Algoritmo de consenso falarei mais a respeito disso.

Gás é o preço interno para executar uma transação ou contrato. É usado devido à volatilidade das criptomoedas. Se o Ether fosse usado como “combustível”, iria ser bem difícil trabalhar, pois os preços de determinadas ações poderiam variar muito. O Gás necessário para cada ação, é baseado no poder computacional requerido e é pago em alguma fração de Ether. Mais à frente vocês entenderão que transações e contratos são esses.

As aplicações de certa forma rodam dentro da Blockchain Ethereum e precisam ser validadas. Todas as ações das aplicações precisam pagar uma taxa mínima para funcionar, pois alguém está gastando energia para que isso seja possível. Aqui entende-se melhor o que eu quis dizer mais acima, quando falei que o Ether serve para pagar as operações na rede.

Mineração

Como já citado acima, a moeda possui mineração. Funciona de forma muito semelhante ao Bitcoin. Utiliza Poder computacional e energia para realizar essa mineração e validação de operações.

A mineração pode ser realizada por GPU (placa de vídeo ) em computadores casuais, existem calculadoras na internet para ajudar quem tiver interesse em lucrar algum dinheiro minerando, mas tenham em mente que a mineração irá cessar e talvez seu investimento não chegará a se pagar. Mais à frente abordarei o motivo da mineração chegar ao fim. Quem mesmo assim tiver interesse de uma breve pesquisada e baixe o software de mineração.

2.0 ICOs e Tokens ERC-20

Como já visto, Ethereum é uma plataforma que pretende abrigar aplicações descentralizadas. Essas aplicações se dão por meio de ICOs (Oferta inicial de moeda, em português). O ICO é uma forma de financiamento para a criação dessas aplicações. Os Tokens são as moedas em si, que são utilizadas e criadas por essas empresas/aplicações buscando financiamento.

Os financiadores compram certas quantidades de Tokens dessas Startups. Os Tokens geralmente são utilizados para fazer o uso dos sistemas criados. Eles podem subir ou descer de valor da mesma forma como acontece com outras criptomoedas.

Os Tokens agem como uma moeda normal e podem ser armazenados em uma carteira normalmente. Da mesma forma como vimos no artigo da Tron que é atualmente um Token Ethereum. Eles não são usados simplesmente como moedas e fim, os Tokens são ativos digitais com o intuito de representar qualquer coisa, dependendo de qual o intuito do seu sistema nativo.

Um Token pode representar uma barra de ouro, um carro, uma folha que garante a validação de um documento ou qualquer coisa. O intuito do Token é virtualizar um ativo ou “coisa” que é necessária no mundo real para realizar a ação que agora está sendo feita na rede Ethereum. É como se o Token monetizasse qualquer ação para facilitar a operação na aplicação virtual. Explicar isso em texto é muito complicado, mas espero que tenham entendido.

ERC-20

ERC-20 é um padrão que a maioria dos Tokens segue. Esse padrão garante a interoperabilidade do sistema, ou seja, os Tokens de diferentes aplicações podem facilmente interagir entre si. Isso garante uma rede muito mais fluida e amigável para os criadores e usuários de aplicações Ethereum. Todos esses Tokens podem ser armazenados em carteiras compatíveis com ERC-20 como a MyEtherWallet. Os Tokens operam independentemente do Ether.

2.1 Projetos que rodam na Ethereum

O ponto principal dessas aplicações, é que rodam em uma Blockchain e por meio de contratos inteligentes. Elas não podem sofrer censura, não podem ser alteradas ou burladas e funcionam praticamente de forma autônoma. Esses são os pontos que diferem completamente do que estamos acostumados.

Existem inúmeros outros projetos, com as mais diversas funcionalidades. Citarei aqui apenas três de diferentes áreas, para que tenham em mente as possibilidades.

Augur

Augur é um mercado de previsão descentralizada. Seu intuito é acertar o futuro, se baseando em inteligência coletiva. O sistema funciona por meio de votações e reputações. A reputação são seus Tokens que podem ser apostados em uma opinião especifica de uma enquete.

O banco de dados vai sendo alimentado de acordo com o tempo e com as apostas sendo concretizadas. Usuários que costumam acertar sempre, terão uma reputação maior e seu voto valerá mais. Com o uso intensivo da ferramenta e com o banco de dados cada vez mais apurado, é de se esperar que os resultados com maior votação serão os que de fato irão acontecer.

Por ser uma aplicação descentralizada rodando na Ethereum, nenhum governo ou entidade poderá considera-lo ilegal nem poderá o fazer cessar. O Token utilizado pela Augur, chama REP e possui 11.000.000 em circulação. O REP é literalmente a reputação que o usuário coloca em jogo e que faz seu palpite ser mais relevante na contagem.

ArcadeCity

ArcadeCity é basicamente um Uber descentralizado que funciona na Blockchain. Não há uma empresa por trás que dita os valores ou que faz o encontro do motorista e passageiro. Os preços são estabelecidos na hora com o próprio motorista. O mapa do aplicativo mostra todos os motoristas na sua área, você pode se comunicar com eles por chat antes de pedir uma corrida.

Isso garante um preço muito mais atrativo para ambos os lados, já que não existe uma porcentagem a ser paga para as empresas. O aplicativo permite a criação de guildas, onde cada líder pode criar seus critérios de aceitação de motoristas, garantindo a segurança e confiabilidade para os passageiros. O aplicativo está no começo mas pretende ter histórico e reputação como os outros aplicativos semelhantes. O Token é chamado de ARCD, serão emitidos 10.000.000.000.

3.0 Como funciona

A Ethereum tem um funcionamento muito complexo e ainda está em pleno desenvolvimento. Abordarei os principais aspectos para que entendam o principal do seu funcionamento. Também falarei de alguns tipos de projetos que existem na plataforma.

Blockchain Ethereum

A Blockchain da Ethereum é sua espinha dorsal, é a base de tudo. A criptomoeda se estabelece como uma plataforma de criação de aplicações descentralizadas. Todas essas aplicações criadas utilizam a Blockchain Ethereum. A principal função da Ethereum é ceder sua Blockchain “especial” para que essas aplicações possam funcionar.

A Blockchain Ethereum difere da do Bitcoin e da maioria. Ela não armazena apenas valores e transações, mas também códigos de programação e instruções especificas. É uma Blockchain melhorada e mais inteligente. Isso acontece graças a máquina virtual Ethereum. Esse é o principal aspecto da moeda e o que mostra o verdadeiro potencial da tecnologia que Satoshi Nakamoto trouxe à tona.

Contratos inteligentes

Contratos inteligentes são as instruções e programações que citei acima. São ordens automáticas que devem ser cumpridas se as regras e pendencias estabelecidas forem cumpridas. Darei um exemplo abaixo.

“O candidato que receber mais votos no período de 20 dias, terá a responsabilidade de realizar tal serviço”

Esses contratos podem ser construídos de diferentes formas e podem ganhar muita complexidade. Seria possível por exemplo, programar contratos inteligentes para eletrodomésticos. Uma geladeira poderia possuir sensores que quando verificassem que ela está vazia, executassem um contrato que emite um pedido de compras ao supermercado mais próximo, para o endereço da casa.

Essas aplicações serão possíveis no futuro, mas atualmente possuem implicações mais virtuais e dentro dos computadores especificamente. O Ethereum foi criado para facilitar a criação desses contratos inteligentes.

Maquina virtual Ethereum

Esse nome é dado ao ambiente que a plataforma cede para a criação das aplicações e contratos inteligentes. Fornece um ambiente amigável para a fácil criação das aplicações. Também é possível testar suas aplicações nele antes de lançarem na rede.

A máquina virtual é capaz de entender várias linguagens de programação e é responsável por converte-las para que possam ser lidas e executadas pela Blockchain Ethereum. Ela também é responsável por tornar todos os aplicativos padrões e compatíveis entre si. Esse ambiente vem sendo melhorado cada vez mais e já é perfeitamente utilizável. Esses três aspectos são a base principal e o que possibilita a mágica da Ethereum acontecer.

Aplicações descentralizadas

Uma aplicação descentralizada ou Dapp é semelhante a um contrato inteligente. Funciona como um aplicativo construído com base em diversos contratos inteligentes, visando executar uma tarefa mais complexa. Aplicações descentralizadas já existem antes da Blockchain, um exemplo é a rede Tor e o Bitorrent.

A plataforma Ethereum traz a facilidade para os usuários criarem suas DAPPs dentro do seu sistema e rodando na sua Blockchain.

Organização autônoma descentralizada

É uma espécie de subclasse de corporações que atuam na internet de forma autônoma. Essas aplicações dependem da contratação de indivíduos para realizarem ações que o próprio autômato não é capaz de realizar.

Uma DAO (Organização autônoma descentralizada) contém algum tipo de propriedade interna que é valiosa de alguma forma, e tem a capacidade de usar essa propriedade como um mecanismo para recompensar certas atividades. Bitcoin de certa forma seria uma espécie de DAO, pois recruta os mineiros e os recompensa de forma automática.

Um DAO jogado na rede Ethereum é inalterável e funciona automaticamente, diferente de uma aplicação descentralizada que tem um conjunto de pessoas por trás.

3.1 Algoritmo de consenso

Já citei em outros artigos as comparações entre PoS e PoW, mas repetirei abaixo para quem não leu os outros. Atualmente Ethereum usa PoW, mas desde o início do projeto já foi avisado que a rede migraria para PoS em algum momento.

PoW (Proof-of-Work)

O Proof-of-Work (PoW) é um processo de validação que visa garantir a descentralização e a segurança das transações distribuídas. O processo é feito por mineradores que realizam cálculos matemáticos em seus computadores para verificarem se as transações são honestas. Esses cálculos consomem muita energia e acabam tornando a rede mais lenta.

Essa validação costuma ter um custo mais alto, devido ao poder computacional que é usado para mantê-la. Um minerador após verificar a autenticidade da transação, a propaga pela rede e a transação é escrita na Blockchain e não pode mais ser alterada.

Esse método de validação também traz consigo um mercado próprio, o mercado da mineração. Cada vez são exigidas maquinas mais potentes e mais energia, pois a mineração se dificulta com o tempo.

PoS (Proof-of-Stake)

O Proof-of-Stake (PoS) atua como o nome sugere, o validador participa da validação com uma quantidade da moeda que possui, não com poder computacional. Quanto mais moedas você possui, mas transações você poderá validar. O validador deve apenas colocar suas moedas em uma espécie de cofre e deixa-las lá paradas para “provar” sua participação.

Esse sistema é bem mais econômico, pois o PoW do Bitcoin atualmente já consome mais energia que alguns países e Ethereum segue no mesmo caminho. PoS também traz mais segurança e menos centralização. Os validadores continuarão sendo pagos por cada validação, mas agora sem gastar recursos.

Migração

Alguns podem estar se perguntando o motivo da Ethereum não já ter começado com PoS. Imagina-se que o motivo principal foi algo que traduzindo para o português seria “Nada a perder”. Isso é uma característica do método PoS que pode facilitar os Hard Forks na moeda.

Hard Fork é quando uma alteração brusca é feita na moeda. Quando esse tipo de alteração ocorre, são geradas duas Blockchains. Isso acontece porque a Blockchain original não será compatível com a alteração brusca feita. Determinados validadores ficam na Blockchain original e outra parte migra pra Blockchain que ouve a mudança. Isso acaba gerando duas moedas separadas e enfraquece a rede e confiabilidade.

Esse problema se agrava no PoS, porque os validadores não teriam nada a perder colocando suas moedas para validarem nas duas Blockchains diferentes. Se ninguém participasse do Hard Fork, não iria importar porque suas moedas continuariam validando na Blockchain original enquanto ainda podiam ficar ajudando no Fork, garantindo mais lucro.

Isso não ocorre no PoW, pois seriam recursos energéticos e computacionais desviados da Blockchain original para serem usados no Fork. Se o Fork não desse em nada e não valorizasse, todos esses gastos energéticos e de tempo serão convertidos em prejuízos. O que acaba tornando um incentivo todos continuarem da Blockchain original, já que você estaria gastando realmente algo pra manter o outro sistema.

Essa mudança está cada vez mais próxima, creio que ainda aconteça esse ano (2020). Será um passo muito importante para Ethereum e também para a história das criptomoedas.

Projeto Casper

O projeto Casper vem como uma solução para esses problemas e outros. Se trata de um PoS criado pela equipe Ethereum para seu sistema. O Casper ainda está em criação, por isso iniciaram com PoW, para a moeda entrar em funcionamento sem ter que esperar o projeto ficar pronto.

No Casper o “nada a perder” não existe. Se um validador tentar validar uma transação fraudulenta ou que gere um Hard Fork, ele será penalizado e não poderá mais participar das validações, perdendo seus lucros futuros.

Alem de outros benefícios, o projeto Casper também pretende fazer uma migração gradual. No começo existirão mineradores e validadores atuando ao mesmo tempo. A quantidade de poder necessário dos mineradores irá diminuir com o tempo, até a rede estar composta apenas por PoS. Essa mudança gradual dá tempo aos mineradores de migrarem para outros negócios e impede que aconteça um Hard Fork na rede, pois isso geraria uma Blockchain que trabalha com PoS e uma que trabalhe com PoW.

3.2 Ethereum Classic e Hard Fork

O Ethereum Classic é a moeda que se originou de um Hard Fork na rede. Diferente do esperado, Ethereum Classic é a Blockchain original e o Ethereum é a nova. O Hard Fork aconteceu devido a uma falha em uma organização denominada The DAO. Foi o projeto mais bem financiado da Ethereum, arrecadando 150 milhões de dólares. Era uma espécie de fundo de investimento onde você podia financiar outras empresas com seu Token.

Essa The DAO continha uma grave falha de segurança. Como a aplicação já estava rodando autônoma na rede Ethereum, ela não podia ser parada ou alterada. Um Cracker conseguiu roubar 50 milhões de dólares para sua carteira em junho de 2020. Isso criou um debate ideológico. De certa forma, não era um “roubo”. O Cracker conseguiu fazer isso dentro das regras da aplicação que continha uma falha.

A falha não era na plataforma Ethereum, mas sim na aplicação The DAO. A comunidade se dividiu, alguns queriam que o processo fosse refeito e o dinheiro retornado. Outros queriam que tudo seguisse da forma que aconteceu, pois seria contra a ideologia da moeda, alterar a Blockchain.

O problema não era da Ethereum, mas ela teve que se meter. A comunidade acabou optando por devolver valores de volta para os antigos donos. Essa ação criou uma nova Blockchain, onde quase toda comunidade migrou e apoiou. Em 20 de julho de 2020 essa alteração foi feita. Quem não quis seguir, continuou na Blockchain antiga, que foi denominada de Ethereum Classic. Quase toda comunidade e os próprios desenvolvedores migraram para a Ethereum. Todas as atualizações novas serão incompatíveis com a Ethereum Classic.

4.0 Como comprar e armazenar

Ethereum é a segunda moeda com maior capitalização de mercado, consequentemente existem algumas corretoras que aceitam Real. Irei recomendar a Braziliex e darei um breve tutorial de como utiliza-la. Para armazenar irei linkar um tutorial feito por mim sobre a MyEtherWallet.

4.1 Como comprar

Braziliex

Acesse a página de cadastro por meio desse link . Dentro da página é só preencher todas as informações corretamente. Após feito tudo, basta clicar em Criar conta . Verifique seu e-mail e procure pelo e-mail de confirmação, se não achar, procure nos Spams. Ao clicar no link de confirmação você será avisado sobre a confirmação e em seguida basta logar com sua conta.

Dentro da pagina inicial da braziliex, cliquem no ícone azul no canto superior direito. Agora cliquem no seu endereço de e-mail, localizado na primeira opção.

Essa página é onde você irá enviar seus documentos para confirmar sua conta. Envie todos e aguarde a confirmação dos mesmos.

Após a validação dos documentos você deverá ir a aba Saldos . Dentro da página , clique em Deposito ao lado de BRL, primeira moeda da lista.

Abaixo estão três prints mostrando a página inteira e o que vocês devem fazer. Não utilizem o banco mostrado no print, pois poderá mudar. Enviem para o que mostrar na tela de vocês.

Após o dinheiro cair na sua conta, vá em Exchange. Selecione a opção ETH que está localizada dentro da caixa BRL a direita.

Agora é só descer a página e realizar a compra na opção a esquerda. Escolha o valor mais baixo a esquerda e clique em Comprar ETH

Agora é só enviar seus Ethereums para sua carteira, que ensinarei a criar mais abaixo. Volte a pagina Saldos e dessa vez vá até ETH e clique em Saque, opção localizada a direita.

Dentro da página de saque é necessário apenas informar o valor, endereço da carteira e clicar em SAQUE.

Nesse mesmo site podem comprar ETH com BTC. Podem fazer isso em qualquer outra Exchange internacional também, praticamente todas aceitam Ethereum e o processo é bastante semelhante .

Compra P2P é a compra realizada diretamente com outra pessoa. Você envia o dinheiro para a conta dela e ela envia a moeda para sua carteira. Para compras P2P, sempre recomendo utilizarem o grupo do Facebook para buscarem os melhores vendedores e com maior reputação. Tenham cuidado e verifiquem as antecedências do vendedor, pois se você for enganado, não tem como recuperar seu dinheiro.

4.2 Como armazenar

Anexarei um link aqui, para um tutorial recém-criado de como manusear a MyEtherWallet. Ela aceita Ethereum e seus Tokens ERC-20. Recomendo que a usem. O tutorial mostra com prints e passo a passo como manusear.

Também existem outras opções de armazenamento mais avançadas. A carteira desktop ou de Hardware (Nano Ledger) são exemplos disso. Não acho que seja interessante explicar sobre isso neste artigo.

5.0 Conclusão

Como citei no começo, pra mim Ethereum é uma das melhores invenções depois da internet. Talvez a moeda não vingue, mas o que Vitalik trouxe para o Mainstream é sensacional e de um valor imensurável. Atualmente existem outras moedas com os mesmos propósitos da Ethereum. Isso também acontece com Bitcoin, mas nem por isso ele perde seu posto. Ethereum permanece na liderança das moedas com o mesmo propósito.

Creio que a tecnologia da Ethereum tenha um valor muito maior que a do Bitcoin. A longo prazo talvez a ultrapasse, se tornando a moeda de maior capitalização. Talvez isso não ocorra, mas deveria.

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